A Justiça do Trabalho recebe diariamente ações envolvendo descumprimento de direitos básicos dos trabalhadores. Muitas vezes, o empregado sequer sabe que determinadas práticas adotadas pela empresa são irregulares.
Entre os direitos mais frequentemente pleiteados estão:
horas extras não pagas;
adicional de insalubridade;
adicional de periculosidade;
reconhecimento de vínculo empregatício;
verbas rescisórias;
acúmulo e desvio de função;
assédio moral;
intervalo intrajornada;
pagamento “por fora”;
FGTS não depositado;
estabilidade gestante;
indenização por acidente de trabalho.
As horas extras lideram grande parte das reclamações trabalhistas, especialmente quando o trabalhador exerce jornadas superiores ao permitido sem a devida remuneração.
Também são comuns situações em que o empregado é contratado informalmente, sem registro em carteira, ficando sem acesso a direitos previdenciários e trabalhistas.
Outro tema recorrente envolve o assédio moral no ambiente de trabalho. Cobranças excessivas, humilhações públicas, perseguições e exposição vexatória podem gerar direito à indenização por danos morais.
Além disso, muitos trabalhadores exercem funções diferentes daquelas para as quais foram contratados, acumulando responsabilidades sem a devida remuneração correspondente.
É importante destacar que cada caso exige análise individualizada, pois os direitos podem variar conforme:
atividade exercida;
convenções coletivas;
jornada de trabalho;
tempo de vínculo;
documentos disponíveis.
Guardar provas é essencial para o trabalhador, incluindo:
conversas;
registros de ponto;
recibos;
e-mails;
testemunhas.
Conhecer os direitos trabalhistas é o primeiro passo para combater abusos e garantir relações de trabalho mais justas.
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